13 de julho de 2020 às 00:00

O avanço em conjunto da tecnologia no comércio exterior para o novo momento

André Avillez e Augusto Gonçalves
--
O uso da tecnologia é fundamental para o comércio exterior, pois através dos resultados apresentados é possível tomar decisões assertivas em relação ao mercado, sejam elas decisões preditivas, preventivas ou objetivas.

O avanço em conjunto da tecnologia no comércio exterior para o novo momento

O estado em que o mundo se encontra com a pandemia do coronavírus está deixando todos frente a frente com novos desafios e até mesmo com certa ansiedade perante a tantas novidades e incertezas. A adaptação deve ser geral e o investimento na tecnologia é primordial para que seja compreendida as necessidades, que serão atualizações e descobertas para uma nova realidade.

Realidade de dias difíceis se tornam inevitáveis, mas a superação deles também, pois a capacidade humana de se adaptar e se reinventar em busca da normalidade é ainda maior.

Assim como a humanidade, o comércio exterior sofre mudanças e precisa acelerar sua adaptação com a flexibilidade dos procedimentos. O Comex já vive um “novo normal” que, na verdade, está se preparando para o resultado deste experimento.

Empresas privadas estão passando por mudanças, sejam elas com processos comportamentais ou conceituais, os quais, consecutivamente, os órgãos públicos também se adaptaram a esta realidade em busca da saúde econômica do país.

Como é sabido, a tecnologia vem constantemente se atualizando e, agora, em virtude da necessidade, o mercado consciente ou inconscientemente faz o mesmo, participando deste ciclo evolutivo.

Recursos tecnológicos como grandes aliados
Toda nova adaptação pode ser conturbada inicialmente, assim como os valores de bens e serviços no Comex e, sem dúvidas, terão reajustes inesperados em virtude da lei da oferta e procura. Entretanto, as empresas sempre se restabeleceram com o resultado de todas as inovações feitas hoje, em busca da estabilidade futura que é a tendência e a esperança de novos horizontes. Em conjunto com a tecnologia, novos mercados surgirão e atualizações serão incorporadas gerando mudanças nas empresas atuantes.

O uso da tecnologia é fundamental para o comércio exterior, pois através dos resultados apresentados é possível tomar decisões assertivas em relação ao mercado, sejam elas decisões preditivas, preventivas ou objetivas. Sem falar que outro fator importante neste sentido é que a utilização de novos métodos tecnológicos, através de investimentos e uso das melhores práticas atuais, traz às corporações uma redução de custos evidenciando assim uma lucratividade door-to-door e contenção de riscos. Isso permite que cresça a competitividade e coloque as empresas em novos e maiores patamares, seja na importação ou exportação.

A incerteza e a busca pela inovação
Quando falamos em Comércio Exterior, estamos diretamente ligados à globalização, onde entrar e existir neste meio sem o uso da tecnologia é algo praticamente e legalmente impossível. Ela torna-se essencial em qualquer setor econômico e não é diferente neste meio.

Inovações, automatizações e o uso da Inteligência Artificial são diferenciais para bons frutos nas operações. A introdução assertiva aliada às boas práticas do setor nos faz imergir em conceitos como o saving, em que temos na prática a eficiência na geração de lucros diretos para a corporação, agindo de forma positiva com métricas para aquisição de ações em prol da constante melhoria de performance do time.

Outro KPI importante que é fundamental o uso da tecnologia é o lead time, em que se consegue não somente a redução dos custos, mas a otimização de processos, ganhos e satisfação dos clientes. Até mesmo a busca por melhor qualidade e bem estar dos colaboradores, evitando gargalos e pressões. A redução do lead time, sem perder a qualidade dos produtos, gera encantamento e condiciona a empresa a ter melhores padrões de processos.

Voltando ao ponto das incertezas que o momento nos propõe e associado aos pontos mencionados, a busca por automações de processos, criação de mecanismos e sistemas de interação entre todos os envolvidos no processo do Comércio Exterior, muitas atividades da cadeia de trabalho podem ser potencialmente automatizadas, fazendo com que as empresas busquem investir cada vez mais no uso da tecnologia para, assim, investir na formação e atualização continua dos colaboradores e desenvolver potenciais novos talentos.

Dessa forma, independe de onde o investimento é feito, desde que a tecnologia seja consolidada no mercado e proporcione um pacote de serviços exclusivos que atenda cada necessidade. Ela, por si só, mostrará seu diferencial fazendo com que seu detentor seja destacado no mercado nacional e internacional, onde os resultados deste investimento serão vistos rapidamente não como ônus, e sim como bônus!

André Avillez é Consultor Funcional da eCOMEX-NSI; Augusto Gonçalves é Consultor Técnico da eCOMEX-NSI.

Artigo publicado originalmente no Portal SEGS, em 03 de julho de 2020.

A opinião expressa em artigos é de responsabilidade dos signatários e não é necessariamente a opinião da Usuport.