17 de dezembro de 2018 às 00:00

A fusão das Agências Reguladoras

Gilson Victorino
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A fusão das agência reguladoras de transportes, enfim, é hábil medida de superação de gargalos administrativo, alguns premeditados para garantir apoio político ou interesses particularizados que pouco deixam fluir para os reais aspirações públicas.

A fusão das Agências Reguladoras

Acredito que a iniciativa seja salutar para a governança como um todo, considerando que a análise multimodal do tema seja o objeto cristalino a ser atingido. Reconheço, pontualmente, como legítimas as vantagens e as desvantagens apontadas na matéria, porém, que só refletem necessidades segmentadas deste ou daquele setor, o próprio umbigo, que por tal, apresenta incapacidade de agregar valor holístico ao interesse público nacional. Mantê-las, então, não representa solução alguma.
 
As críticas apontadas, regra geral, demonstram tentativas de setores classistas de manterem suas “capturas”, como bem identificado como “o problema” a ser resolvido, ou esperado corporativismo sindicais.
 
Se o tema “Agências Reguladoras” inspira ideias de mudanças é porque mostra indícios de maus resultados. Vozes querendo manter o status quo traduz acomodação conveniente à deficiência e a doença. Manter  estrutura como está é preservar desvios ou, na melhor das hipóteses, um conservadorismo retrógrado.
 
A estrutura de regulação nos transportes não pode ser melhor quando cada um exerce esforços independentes, por vezes, opostos uns aos outros. Modais de transporte eficientes se integram, não competem! Alguns citaram a competição multimodal com problema a ser superado, em sutil defesa de nicho injustificável. O sistema de transporte nacional só será eficiente quando integrado e coordenado.
 
Não é válido vocacionar a segmentação sob a desculpa de que a matriz rodoviária do Brasil, por seu gigantismo, empanará o desenvolvimento das demais. Há que se encarar o problema e corrigi-lo. Jamais deixaremos de marcar passo se mantivermos o que sabidamente é impróprio, quiçá, concebido para sê-lo para propiciar vantagens inconfessas de muitas ordens.
 
A fusão das agência reguladoras de transportes, enfim, é hábil medida de superação de gargalos administrativo, alguns premeditados para garantir apoio político ou interesses particularizados que pouco deixam fluir para os reais aspirações públicas.
 
Decifra-me ou  devoro-te! Larguemos a acomodação que vigora em uma paquidérmica estrutura autofágica! Partamos para o novo sadio!      
 
Gilson Victorino é secretário executivo da Praticagem no Espírito Santo.

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