10 de janeiro de 2020 às 08:25

Prioridade do governo é corrente de comércio e não saldo comercial, diz secretário

Dados divulgados pelo ministério há pouco mostram que, em 2019, o saldo comercial do país recuou 20,5% frente ao ano anterior e foi o mais baixo desde 2015.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz, disse que a “métrica” da política comercial brasileira é a corrente de comércio, não o saldo da balança comercial.

Dados divulgados pelo ministério há pouco mostram que, em 2019, o saldo comercial do país recuou 20,5% frente ao ano anterior e foi o mais baixo desde 2015.

Em entrevista à imprensa, Ferraz ressaltou que o Brasil, como o resto do mundo, está sendo influenciado negativamente por má conjuntura e baixo dinamismo comercial.

Ele frisou que as vendas externas brasileiras foram prejudicadas no ano passado pelo aprofundamento da crise argentina —com impacto avaliado em 5,2 bilhões de dólares sobre as exportações de manufaturados— e da crise da febre suína na China —com impacto de 6,7 bilhões de dólares sobre os embarques de soja.

Em apresentação, o ministério informou que o governo espera a conclusão até julho do acordo comercial Mercosul-Canadá e, até dezembro, dos acordos Mercosul-Coreia do Sul, Mercosul-Cingapura e Brasil-México.

Fonte: Reuters