26 de abril de 2016 às 00:00

Posicionamento da Usuport sobre a crise política e econômica do País

Aprovado pelo Conselho Diretor, em 15 de abril de 2016.

A Associação de Usuários dos Portos da Bahia – Usuport, entidade sem fins lucrativos, democrática, apartidária e independente, vem a público manifestar seu posicionamento sobre as crises política, econômica, de gestão e, acima de tudo, moral, que assola o País e resultou em grave situação fiscal, cenário de baixa produtividade e sem perspectivas.

No segmento portuário, as licitações de arrendamentos de terminais foram travadas para os portos de Salvador e Aratu, infraestruturas imprescindíveis para o desenvolvimento da Bahia. Desde a sua fundação, em 2004, a Usuport alerta os entes governamentais para esses gargalos, que retiraram competitividade do estado, resultando em perda de cargas, riquezas, negócios, empregos e tributos. Isto é inaceitável, diante dos baixos índices sociais, alta violência e fuga de capital humano qualificado.

Qualquer que seja a solução para a crise política atual, é imperativa a rápida criação de um ambiente favorável à retomada da produção, elevando a competitividade das empresas, estimulando a livre iniciativa e acabando definitivamente com os monopólios, priorizando o interesse público. Será necessária uma mudança de rumo radical para a política de infraestrutura da logística de transportes de cargas, com o planejamento de longo prazo, a redução do tamanho do estado na gestão dos portos públicos e agilidade na tomada de decisões; construindo soluções qualificadas com competências técnicas e científicas, capazes de gerar novos investimentos, e aumentar a oferta de serviços, condições essenciais para reverter o quadro de estagnação que afeta a Bahia e o Brasil.

A Usuport propõe a união de todos os setores produtivos, com a participação de entidades representativas da sociedade, e repudia a radicalização irracional, que só desagrega, confunde e gera um ambiente hostil, de incertezas, fragilizando o nível de credibilidade do nosso País. É preciso repensar o Brasil, tendo por base um modelo inspirado em princípios éticos e morais, em valores sólidos voltados para o bem estar da população, confiando em todas as instituições de combate à corrupção e colocando o País no rumo da prosperidade, como anseiam todos os brasileiros.