10 de agosto de 2017 às 12:14

Docas e Marinha avaliam destruição de cilindros com gases tóxicos

Na última segunda-feira (7), a Docas definiu o plano para o descarte dos cilindros, que foram “esquecidos” há mais de 20 anos no cais santista

Técnicos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e oficiais da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) se reúnem nesta quinta-feira (10), para discutir detalhes da destruição dos 115 cilindros com gases tóxicos que estão armazenados no Porto de Santos. A previsão da Autoridade Marítima é de que, nesta sexta-feira (11) , sejam definidos os últimos ajustes do plano de trabalho. 

Na última segunda-feira (7), a Docas definiu o plano para o descarte dos cilindros, que foram “esquecidos” há mais de 20 anos no cais santista. A alternativa mais segura apresentada pela Autoridade Portuária foi a destruição dos gases em alto-mar. Mas, para isso, ainda é necessária a anuência de órgãos como a CPSP e o Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 

Sete cilindros contêm gases explosivos e 108, inflamáveis. Por isso, a destruição será feita de quatro maneiras, conforme o produto armazenado - há um método indicado para cada. De acordo com o Ministério Público do Estado, 15 cilindros contém diborano, 41 estão carregados com silano, 34 com fosfina, 16 com cloreto didrogênio, oito com diazometano e um com trifluoreto de boro.

“Estamos fazendo uma análise do relatório apresentado pela Codesp e, depois, vamos pedir uma consulta à DPC (Diretoria de Portos e Costas). A gente está analisando dentro das normas internacionais de transporte e descarte de produtos químicos”, disse o capitão de mar e guerra Alberto José Pinheiro de Carvalho, comandante da CPSP. 

Segundo o oficial, além das questões de segurança, a Autoridade Marítima vai avaliar a área que deverá ser adotada para a destruição dos gases. A recomendação da Suatrans Atendimento Emergencial, empresa contratada pela Docas para monitorar os cilindros, é de que os gases sejam destruídos a, pelo menos, 232 quilômetros da costa – quase seis vezes a distância entre a orla e o Parque Estadual Marinho da Laje de Santos (que está a 42 quilômetros).

Os espaços marítimo e aéreo deverão ser isolados em um raio de cinco quilômetros. “Quando a área de isolamento for definida, nós vamos solicitar a interdição. As condições meteorológicas também serão avaliadas”, destacou o capitão dos portos.

Fonte: A Tribuna